Desafios
- Cuidado!
Mas já era tarde. Não deu tempo de avisar o que estava pra acontecer. Foi tudo muito rápido. Aqueles nove segundos foram incapazes de dizer o que era preciso. A sensação era que estava saindo do mundo, saindo do lugar que era comum a mim.
Estava eu em minha tranqüilidade, sem nada reparar aos lados, vivendo e boiando em meu mundinho, que para mim era o mais significativo de todos. Cada segundo nesse meu mundo pareciam minutos, horas até meses. Sentia que nesse tempo crescia, evoluía, me tornava gente. Estava leve, pensativo, vibrante. Estava me sentindo bem. Com toda essa calmaria não percebi nada o que estava a minha volta e quando dei por mim, tudo se foi, tudo chegava ao fim naquele momento. Meu mundo, minha calmaria, minha tranqüilidade...
Nesse momento eu comecei a chorar. Já via uma luz branca como eles diziam que eu iria ver. Ela se apoderava de meus olhos, uma luz branca brilhante me tomava. Chorei. Que luz é essa que ofusca minha visão. Quem me chama do outro lado? Quem não quer me deixar viver?
Mas já era tarde. Não deu tempo de avisar o que estava pra acontecer. Foi tudo muito rápido. Aqueles nove segundos foram incapazes de dizer o que era preciso. A sensação era que eu estava saindo do meu mundo, saindo do meu lugar comum, conhecendo outro mundo. Que mundo é esse que desconheço?
- Um menino...
O que ele queria dizer? Como ele sabe isso sobre mim? Onde estou? Meus olhos mal conseguem ficar abertos. Aqui não tem água para que fique me banhando a todo o momento. Quem é essa mulher que sorri a me ver? Quem são essas pessoas de branco? Onde está a minha namorada?
- ...e uma menina! Parabéns mamãe, um casal!
Como assim, mamãe? Essa menininha ai não é a minha namorada? Ela é minha irmã? Por que eu tenho que sofrer desde o primeiro momento que venho para esse mundo?
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Mas já era tarde. Não deu tempo de avisar o que estava pra acontecer. Foi tudo muito rápido. Aqueles nove segundos foram incapazes de dizer o que era preciso. A sensação era que estava saindo do mundo, saindo do lugar que era comum a mim.
Estava eu em minha tranqüilidade, sem nada reparar aos lados, vivendo e boiando em meu mundinho, que para mim era o mais significativo de todos. Cada segundo nesse meu mundo pareciam minutos, horas até meses. Sentia que nesse tempo crescia, evoluía, me tornava gente. Estava leve, pensativo, vibrante. Estava me sentindo bem. Com toda essa calmaria não percebi nada o que estava a minha volta e quando dei por mim, tudo se foi, tudo chegava ao fim naquele momento. Meu mundo, minha calmaria, minha tranqüilidade...
Nesse momento eu comecei a chorar. Já via uma luz branca como eles diziam que eu iria ver. Ela se apoderava de meus olhos, uma luz branca brilhante me tomava. Chorei. Que luz é essa que ofusca minha visão. Quem me chama do outro lado? Quem não quer me deixar viver?
Mas já era tarde. Não deu tempo de avisar o que estava pra acontecer. Foi tudo muito rápido. Aqueles nove segundos foram incapazes de dizer o que era preciso. A sensação era que eu estava saindo do meu mundo, saindo do meu lugar comum, conhecendo outro mundo. Que mundo é esse que desconheço?
- Um menino...
O que ele queria dizer? Como ele sabe isso sobre mim? Onde estou? Meus olhos mal conseguem ficar abertos. Aqui não tem água para que fique me banhando a todo o momento. Quem é essa mulher que sorri a me ver? Quem são essas pessoas de branco? Onde está a minha namorada?
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Como assim, mamãe? Essa menininha ai não é a minha namorada? Ela é minha irmã? Por que eu tenho que sofrer desde o primeiro momento que venho para esse mundo?
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