Nem feliz, nem infeliz.
Um ser quieto nem sempre é um ser feliz, ou infeliz. É apenas mais um ser. E ser mais um é pior que estar infeliz. É estar jogado ao nada, o vento já não pode te tocar, a brisa não pode te cortar, seu coração já se tornou frio, e pulsa frio, sofrendo a cada segundo, e derramando sangue sob a pele. Ninguém vê, você sente. Ninguém sente, você sofre. Ninguém sofre, você morre aos poucos. Assim se mantém esse ser, que não consegue ser infeliz, e muito menos feliz.
O eu-lírico dominou a pessoa, tomou conta de todos seus sentimentos e agora envia bombas de sangue podre ao coração. É esse eu, dos meus muitos, que ainda tem força. O eu ruim, o eu triste e amargo, enquanto o fraco, se enfraquece mais, como uma “criptonita” no Super-Homem, e percebo mais forte como os heróis podem sofrer. A roupa já me queima a pele. É a pior sensação não sentir o vento, mas ter uma pele que se queima dentro de você.
Sou um ser quieto, nem feliz, nem infeliz, apenas mais um ser. E isso é definitivamente um desabafo. Um desabafo do meu eu que sofre calado e nada pode fazer. Esse eu não tem forças, é real, não tem como criar forças, está vazio... Dedos trêmulos a cada dia que passa, cabelo seco e sujo identificam, olhos que não dormem há dias, e mente que não descansa há anos. Uma pessoa que se torna amarga, sem o doce sabor do chocolate.
Resta ao fim de tudo aquela esperança, das muitas que já me decepcionei. Resta ao final, aquele pensamento positivo, que já se tornou pedra em mim. Resta no caminho, pedaços de uma pessoa que quis ser e hoje se perde nas muitas que criou para tentar ser apenas um. Um ser incompleto, repleto de vazio e angústias.
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O eu-lírico dominou a pessoa, tomou conta de todos seus sentimentos e agora envia bombas de sangue podre ao coração. É esse eu, dos meus muitos, que ainda tem força. O eu ruim, o eu triste e amargo, enquanto o fraco, se enfraquece mais, como uma “criptonita” no Super-Homem, e percebo mais forte como os heróis podem sofrer. A roupa já me queima a pele. É a pior sensação não sentir o vento, mas ter uma pele que se queima dentro de você.
Sou um ser quieto, nem feliz, nem infeliz, apenas mais um ser. E isso é definitivamente um desabafo. Um desabafo do meu eu que sofre calado e nada pode fazer. Esse eu não tem forças, é real, não tem como criar forças, está vazio... Dedos trêmulos a cada dia que passa, cabelo seco e sujo identificam, olhos que não dormem há dias, e mente que não descansa há anos. Uma pessoa que se torna amarga, sem o doce sabor do chocolate.
Resta ao fim de tudo aquela esperança, das muitas que já me decepcionei. Resta ao final, aquele pensamento positivo, que já se tornou pedra em mim. Resta no caminho, pedaços de uma pessoa que quis ser e hoje se perde nas muitas que criou para tentar ser apenas um. Um ser incompleto, repleto de vazio e angústias.
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